Alzheimer, tudo começa na memória…

abril 15, 2010 Mais sobre sua saúde

alzheimer2Dona Esmeralda, de 68 anos, mulher sempre vaidosa, aposentada após anos de trabalho em uma repartição pública. Há um tempo a filha começa a perceber que ela não mais liga para a aparência, fala palavras impróprias na hora do almoço, anda esquecendo nomes dos parentes, não lembra direito onde está quando chega em um local e agora apresenta dificuldade de operar coisas simples, como o controle remoto da TV.

Já viram este quadro ou conhecem alguma história parecida? São histórias assim que introduzem os quadros de Alzheimer que vemos nos consultórios, onde o familiar mais próximo é o que mais percebe desde o início, mas somente com o agravamento procura o médico.

Mais uma vez escolhi uma doença cujos pacientes são em sua maioria mulheres, sendo elas as responsáveis por mais de 60% dos casos. Segundo uma pesquisa da Secretaria de Saúde de São Paulo em 2008,  das 56.827 pessoas que procuraram tratamento nos serviços conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) para evitar ou retardar os sintomas da doença, 64,1% eram mulheres. A doença chega a acometer até 10% dos pacientes acima de 65 anos e 20%-40% dos acima de 85 anos.

Mas do que exatamente Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é uma demência que decorre de uma degeneração dos neurônios, o que leva a uma atrofia do córtex cerebral e diminuição de uma série de neurotransmissores, que são substâncias importantes para a conexão entre os neurônios para realização de todas as funções.

alzheimer

Tudo bem, já sabemos que Alzheimer é uma demência, mas o que exatamente chamamos de demência?

Damos este nome quando ocorre uma perda das funções importantes para o aprendizado e para realizações de tarefas como: a memória, a destreza, a linguagem, o raciocínio, o reconhecimento, julgamento, e outras, que são essenciais para as relações sociais e profissionais do indivíduo. São estas as chamadas funções emocionais e cognitivas, certo?

Mas como se suspeita e quais os principais sinais do Alzheimer?

Primeiramente vamos entender que esta demência não surge de repente, tem uma evolução de anos para que salte aos nossos olhos que algo está realmente errado. Porém, as primeiras alterações percebidas são a perda da memória e uma confusão, com desorientação no espaço e tempo. A apatia é uma das características muito presentes neste paciente. Porém, diante de inúmeros sinais da doença, vou listar os outros aqui:

  • Ansiedade, agitação, desconfiança
  • Dificuldades com as atividades da vida diária como tomar pentear o cabelo
  • Alteração da personalidade
  • Dificuldade em reconhecer pessoas próximas
  • Distúrbios do sono
  • Perde-se facilmente em ambientes rotineiramente frequentados
  • Alucinações, ilusões
  • Perda de apetite, perda de peso
  • Incontinência urinária e fecal
  • Dificuldades de comunicação

Conhecendo os sintomas, a pergunta é: Tem tratamento mesmo ou é só história?

Se você quer saber se é possível fazer um tratamento e o paciente voltar ao seu estado inicial de plena atividade, isso infelizmente eu tenho que lhe dizer que não é possível. O que, até o momento, está dentro das possibilidades da medicina é evitar a progressão acelerada da doença. Ou seja, não há uma reversão de todos os déficits do paciente, tendo em vista que decorre de uma degeneração irreversível.

Uma coisa não posso deixar de dizer, o principal fator de risco para o aparecimento do Alzheimer é a presença de história familiar da doença e a idade avançada. Essa relação é apenas de risco, não quer dizer que se sua avó teve você também vai ter, você apenas se inclui no grupo de maior risco para desenvolver.

Posteriormente irei postar sobre um estudo divulgado em revista científica de Psiquiatria agora em 2010, que relacionou o propósito na vida à menor incidência desta demência. Imaginem isso! Postarei para vocês depois.

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Comments (5)

 

  1. [...] anti-hipertensivos, antidepressivos e outros medicamentos para doenças psiquiátricas e neurológicas, bem como ranitidina, metoclopramida, cocaína, anfetaminas e [...]

  2. [...] postei sobre o Alzheimer aqui. Mas acho que imagem é sempre melhor que palavras! Este vídeo explica de forma fácil de entender [...]

  3. [...] Publicado na revista Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, pesquisadores sugerem que o controle dos fatores de risco cardiovascular na meia-idade pode prevenir a demência no futuro. Para quem não lembra o que é demência, escrevi sobre uma delas, o Alzheimer aqui. [...]

  4. EDYGLEICE disse:

    alzheimer

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