Pílula do dia seguinte
A contracepção de emergência através da conhecida “pílula do dia seguinte” é algo que quase todas as mulheres já precisaram utilizar ou, no mínimo, indicar para alguém.
Formalmente, a indicação do uso desta pílula é em caso de rompimento do preservativo, estupro, deslocamento do DIU ou relação sexual episódica desprotegida. Portanto, não é um método usual de contracepção e sim de exceção para situações inesperadas.
O objetivo da pílula é inibir ou atrasar a ovulação, alterar a função do corpo lúteo (aquele que forma-se quando o ovário libera o óvulo), interferir na vitalidade dos espermatozóides e no transporte do óvulo, bem como tornar o endométrio impróprio para a implantação. Comparativamente, a concentração medicamentosa de uma pílula de levonogestrel (o componente mais conhecido da pílula do dia seguinte) corresponde a cerca de quinze comprimidos de um anticoncepcional comum. O efeito é como de uma “bomba” hormonal no organismo da mulher, por isso também os efeitos colaterais importantes como irregularidade menstrual, náuseas, vômitos, dor de cabeça, fadiga, dor nas mamas, diarréia e dor abdominal.
Qualquer uma das apresentações comerciais que você adquira deve ser tomada em no máximo 72h após a relação sexual, sendo que quanto mais cedo melhor. Para ter idéia, a pílula de levonogestrel tem efetividade de 95% se usado nas primeiras 24h, caso a ingestão ocorra de somente 48 a 72 horas depois da relação este valor cai para 58%; ou seja, quase 42% de chance de engravidar se estiver no período fértil!
Como suspeitar de gravidez? Caso a menstruação atrase até uma semana do dia esperado ou até quatro semanas do uso da pílula de emergência. Indica-se o exame de gravidez neste caso.
Atenção, mulheres! Em caso de vômito até duas horas após a ingestão da pílula, recomenda-se ingerir outra.
Vale lembrar que o uso rotineiro da pílula não é recomendável, tanto pelas alterações orgânicas quanto pelo efeito psicológico de proteção contra gravidez, o que pode levar a não utilização de preservativo e assim, disseminação de doenças sexualmente transmissíveis.